Orquestra Metropolitana de Lisboa
Pedro Neves Maestro
L. Cherubini Abertura da ópera L’hôtellerie portugaise
Joly Braga Santos Divertimento N.º 1
F. Mendelssohn Sinfonia N.º 4, Italiana
Aos vinte anos de idade, Mendelssohn partiu de Berlim para uma viagem formativa, daquelas que à época só os jovens ricos tinham o privilégio de fazer. Após passar pela Escócia e pela Inglaterra, em maio de 1830 chegou a Itália. Veneza, Bolonha, Florença… em novembro instalou-se em Roma, onde ficaria meio ano imerso numa sociabilidade cosmopolita. Dirigiu então uma carta à família contando que, certa noite, presenciou um Saltarelo dançado pelo pintor francês Horace Vernet e sua filha. Acrescentou que «gostaria de ser pintor», para fixar a cena num «esplêndido quadro». Sendo músico, o episódio acabou por ressoar «esplêndido» no final da Sinfonia Italiana (a Sinfonia Alegre). É com este espírito ensolarado que tem início a Temporada 26/27 da Metropolitana. Junta-se-lhe Luigi Cherubini no cenário fictício de uma hospedaria situada na fronteira entre Portugal e Espanha em meados do século XVII. Também Joly Braga Santos, que compôs o seu Divertimento N.º 1 em Roma, precisamente, mas com olhos postos nas paisagens do nosso país.
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